O Administrador do Distrito de Morrumbene, José Macedo Muripa, acompanhado pelo Comandante Distrital da Policia, no passado dia 19 de Janeiro, 2010 reuniu com 21 elementos entre a Direcção do Centro Educacional de Cambine e lideres Comunitários, para abordar questões relacionadas com a falta de segurança que inquieta o povoado, para o mais destaque o Centro Educacional de Cambine.
Roubo de painéis solares, roubo aos visitantes estrangeiros, roubo de gado entre e mais, foram algumas das ocorrências que chegaram aos ouvidos do Administrador Muripa, manchando o bom nome de Cambine.
Depois da oração que marcou o inicio da reunião por volta das 10h.40m, o Superintendente do Distrito de Morrumbene Sul, Boaventura Alfredo Mazive, fez um rescaldo do fracasso e do sucesso do trabalho levado a cabo pelos esforços conjuntos da Missão, da rede das escolas locais, e dos moradores periféricos do Centro para reduzir estes males.
Em relação aos roubos e outros males que o Centro tem sido vítima, o dirigente máximo do Distrito Eclesiástico disse que registava uma redução assinalável comparando com o princípio ate aos meados do ano passado 2009, graças sobre tudo pela intervenção em diversas formas.
Usada da palavra, o Administrador José Macedo Muripa recordou que, a realização deste encontro aqui no local, foi agendada a bastante tempo, mas a força de outros serviços acabou nos roubando o tempo. Mas felizmente hoje estamos aqui, para ouvir de perto os problemas que aquietam sobre tudo o Centro Educacional de Cambine; problemas que não dignificam este lugar sagrado dos Metodistas Unidos que também é do povo moçambicano.
Ladroes de Cambine roubaram no palácio
Do Governador de Morrumbene
José Muripa confessou ter sido vitima de roubo no seu palácio residencial, cujo os gatunos ficou se saber que eram alunos de Cambine, expulsos na escola e que continuaram residindo neste lugar para desenvolver suas acções criminosas” – confessou, para depois colocar um questionamento do porque destas situações?
Na lista das respostas desta interrogação, sublinhou-se o facto de, para alguns pais e encarregados de educação, não só do Distrito de Morrumbene, mas como também da província de Inhambane que parte de Zandamela ao Rio Save incluindo outras província do Pais, considerarem a Missão de Cambine não como escola como as outras, mas como também um Centro de reeducação para seus filhos malandros.
Outra questão mencionada na lista das respostas ao Administrador, associa-se á falta de “ “fechaduras” nas penitenciárias, situações que em parte contribuem para muita curta duração dos gatunos nas celas, permitindo assim com que entrem e saíem com facilidade e rapidez.
Como solução deste fenómeno (que ocorre quase por todo o pais), alguns dos presentes na reunião, pediram ao administrador Muripa, a permissão de fazer a justiça com as suas mãos, um pedido que imediatamente foi negado pelo governante, sustentando o seu advérbio de negação; NÃO, o facto de isso estar contra os Direitos Humanos, e os princípios bíblicos, que negam a retaliação “dente por dente; olho por olho”, obrigando-nos a amar aquele que nos faz o mal de modo que até quando nos dá uma bofetada numa face e entregarmos a outra.
No processo da transferência de alunos, propõem-se que
um dos documento seja: “ Declaração da conduta moral do aluno”
Ainda na procura de soluções, avançou-se a ideia de se abrir machamba a pertencer o governo, onde todos os reclusos irão cumprir suas penas ou castigos sobre qualquer infracção. Sobre as transferências de alunos de um Distrito para outro ou de uma Província para outra, avançou-se a ideia de se criar um documento que talvez se chamaria de “Declaração da Conduta Moral”, a ser passada pelo comando da polícia, o qual o aluno iria apresentar noutro comando, para depois apresentar a transferência na preferida. Isso porque, existem alguns alunos que se transferem de um Distrito ou Província, por ter cometido um crime sobre o conhecimento do Comando. E estes alunos, acabam sendo professores de crimes nas suas novas escolas.
Não se sabe se estas ideias, ficaram registadas na agenda do Administrador ou do comandante Distrital da Policia, dado que eles sozinhos não têm autonomia de publica-las como leis tanto para o Distrito, como para a Província e para o resto do Pais.
Porque a Missão de Cambine está assim?
Continuando nas suas intervenções o Administrador de Morrumbene, ficou preocupado com a situação da Igreja Metodista Unida em Mocambique, que não consegue estabelecer uma disciplina que parte da vedação pelo menos do “coração da Missão”; estabelecer ordem quanto a entrada e saída do recito da missão. A falta destes instrumentos, permitem com que os gatunos, os automobilistas, as carroças de tracção animal, circulem na missão ao seu belo prazer a qualquer hora para qualquer fim, ao contrário do que acontece em outras Missões.
Em relação a questão da colocação de um posto policial no recinto da Missão, Muripa duvidou da boa convivência da polícia que lida com a lei, ao lado de Pastores que lidam com a fé, deixando á disposição da Missão se mesmo preferem o posto policial no coração da Missão, ou pode ser colocado um pouco fora. Mas a Direcção da Missão, aceitou a preferência da Policia em Cambine, seja qual for o lugar.
O Comandante Distrital da Policia, usada da palavra, disse que o que se verifica neste povoado de Cambine, é o fruto da falta de unidade entre a polícia comunitária e o resto da comunidade. É importante segundo o comandante, a existência de uma justiça formal, que é da inteira responsabilidade da polícia e líderes comunitários; e a justiça informal, que é a educação dos filhos juntos das suas famílias.
São os Pais e encarregados de educação, que deve proibir a proliferação de barraquinhas para fins de habitação de pares de estudantes, que em alguns casos, nem são irmãos. Nisto, acabam consumindo bebidas alcoólicas e consumindo todo o tipo de estupefacientes que distorçam o bom senso humano.
Para Comandante Guiruta, prometer agora a colocação de um posto policial em Cambine, talvez seria prometer uma coisa que não está dentro do plano de trabalho. “ O nosso plano focaliza Mucodoene, Sitila e Gotile, por se encontrar muito distante da cede do Distrito de Morrumbene. O que aconselharia, seria a reactivação e funcionamento da polícia comunitária. – Disse o Comandante, para depois referir que, o que a policia pode realizar são algumas patrulhas regulares, que também seriam mediante a disponibilidade do combustível, que se acredita que pode ter do apoio da Igreja e das escolas locais, e o treinamento dos guardas existentes na Missão, para garantir o cumprimento do Regulamento, Disciplina no Centro -RDC
O Administrador José Muripa, responsabilizou mais uma vez o chefe da Localidade na pessoa do Sr. Armindo Rafael, para trabalhar seriamente no combate ao banditismo em Cambine, dando em conta o amadurecimento da ideia de se construir uma Universidade. Segundo Muripa, seria muito vergonhoso construir uma universidade dentro do ambiente cheio de larápios.
“Durante a reunião, Administrador Muripa
puxa orelhas dos lideres Comunitários”:
Em relação á ocupação do terreno da Missão, uma questão mencionada pelo Superintendente na mensagem verbal do inicio da reunião, que disse que uma parte desta ocupação é testemunhado por alguns líderes comunitários, o Administrador do Distrito procurou entender melhor a questão.
Explicado a cena, alguns líderes presentes na reunião envolvidos no processo, tentaram procurar curvas perigosas para se esconderem, pronunciando mentira de que, as pessoas estão vendendo seus palmares que plantaram quando em 1974-75, a FRELIMO decretou a Missão de Cambine como “terra sem dono”.
O Administrador de Morrumbene fez uma breve explicação sobre a lei da terra onde apelou todas as instituições e pessoas singulares, para formalizar o que lhes pertence, se bem que ainda não o fezeram. Dos documentes necessário, o mais destacado é o documento que concede o” Direito de Uso e Aproveitamento da Terra - DUAT, que substitui o “Titulo de Propriedade” que já foi abolido a anos remotos. É o DUAT que permite a todos os interessados, a utilizar a terra para diversos fins.
O representante do governo no Distrito de Morrumbene, terminou a reunião por uma puxada de orelha aos seus líderes comunitários, para não se intrometer nos assuntos que não lhes dizem respeito; como o caso de serem testemunhas em qualquer processo de compra e venda, pior quando se tratar da venda de terras, porque ninguém tem direito de vender nem de comprar a terra, porque ela é uma pertença do governo da Republica de Mocambique.
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