2009/11/26

N A T A L, UM PERÍODO DE GLÓRIA E PAZ

Pelo: António Wilson

Se tivéssemos oportunidade de escolher dois presentes de Natal, certamente deveríamos optar por estes dois que dão título a esta mensagem: Glória e Paz. Podem parecer estranhos, mas não são inéditos. Não esperemos recebê-los num belo pacote de presente, com fitas e laços. Da mesma forma, não corramos para o “Shopping Center” ou supermercado, pois lá eles não serão encontrados.
Glória e Paz, uma prenda trazida pelos Anjos
Quem trouxe, pela primeira vez, estes presentes foi o coro de anjos, a milícia celestial, quando Jesus nasceu; o refrão da melodia que entoavam, dizia: “glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem” (Lucas 2.14).
Compreender estas duas realidades como presentes natalícios vai muito além de imaginá-los como lembrancinhas de amigo secreto, ou presentinhos para os parentes, ou mesmo, bens duráveis comprados a duras penas.
Por outro lado, não devem ser simplesmente pensados como expressões litúrgicas, que se coadunam tão perfeitamente na celebração de Natal. De alguma forma, nos acostumamos tanto com as frases que nem lhes damos o devido valor.
Glória e Paz, artigos da primeira necessidade para Cristãos
Falar de “Glória” e de “Paz”, é falar de artigos de primeira necessidade. São aspectos essenciais da fé e da vida. São pontos fundamentais de nossa teologia e doutrina. São pilares da ética do nosso relacionamento. Efectivamente, são os presentes mais imprescindíveis de que a humanidade precisa.
Glória a Deus. O fim principal do Homem, a razão pela qual ele foi criado, o motivo pelo qual ele foi redimido por Cristo, é o de glorificar a Deus eternamente. Não há outro sentido para a nossa existência se não o de vivermos para o louvor da glória de Deus (Efésios 1.6). Ou seja, toda a vez que a nossa vida não se presta para glorificar a Deus ela perde o sentido.
O termo glória está vinculado à ideia de brilho, esplendor, apontando para a manifestação excepcional de Deus. A glória de Deus, portanto, sintetiza o ser de Deus.
Ora, Deus tem o seu próprio brilho, a sua própria glória, diante da qual, nada podemos acrescentar.
Ao glorificarmos a Deus não estamos aumentando absolutamente nada ao brilho da sua glória. Estamos, apenas, reconhecendo a intensidade do seu esplendor.
Ao declarar a glória de Deus, os anjos estavam reconhecendo a sua maravilhosa presença, iluminando todo o universo. Se há uma coisa que precisamos com a máxima urgência é da luz de Deus para iluminar as densas trevas em que se encontra a humanidade. Jesus declarou ser a luz do mundo, confiando aos seguidores serem luz do mundo, reflectindo a sua luz. A glória de Deus é esparzida por toda a parte quando os filhos de Deus glorificam a Deus através de suas vidas. Sem dúvida é um bom e necessário presente.
Somos outorgados a missão de proclamar a Glória e a Paz de Deus
Paz entre os homens. Enquanto o primeiro presente nos coloca diante de Deus, o segundo nos põe diante do nosso próximo. Se glorificar a Deus dá sentido à vida, viver em paz com os Homens, cria o ambiente decisivo para a alegria e o amor.
Pensamos na paz em contraste com a ameaça de guerra e toda a violência que nos cerca. Isto nos levaria a um longo comentário. Mas vamos nos deter em apenas duas coisas. Primeiro, a paz é possível, pois Cristo a conquistou e nos outorgou a missão de proclamá-la. Em segundo lugar, vamos pensar no tipo de contribuição que nós podemos dar para que haja paz no mundo todo, começando a cada um de nós na sua família, ate mais alem.
Dado que a família e a célula base da Sociedade, de forma nenhuma podemos usufruir dessa almejada Paz, sem um relacionamento recíproca para com cada membro dessa família. É esse membro da família que deve ser portador da Paz por onde que esteja; seja no caminho, no trabalho, na escola, na Igreja ate no mercado e no autocarro…
A Paz não é somente a ausência da guerra, mas também o bem-estar; a Paz não é a comunhão na fortuna no lar, mas também a comunhão no pensamento; a Paz não é a ausência da violência física, mas também da violência psicológica.
Queridos irmãos em Cristo! Façamos do Natal 2009, um momento de perdão, para um reencontro amigável, para que a Glória e a Paz de Deus, habite em nós.
Gloria a Deus nas Alturas!
antoniowilson42@yahoo.com.br
www.conexo-metodista.blogspot.com

2009/11/21

O curso de Teologia em Cambine reduzir-se-á de quatro para três anos

Pelo: António Wilson

O Seminário Teológico de Cambine pretende reduzir a duração do curso de teologia, de quatro para três anos. Para alem de outras razões, a medida visa, minimizar os custos daquela formação pastoral, dado que ate então a Igreja Metodista Unida dentro e fora do pais, não se dispõe de fundos para a permanência de estudantes neste espaço de tempo.

O facto foi revelado pelo Director do Seminário, Rev. Maurício Samussone Chichava, numa entrevista ao “Diáspora”. Rev. Maurício Chichava que conta com 13 anos na carreira pastoral, dos quais cinco como Pastor, cinco como Superintendente e três da directoria do seminário, diz ser ainda um assunto que ainda está na mesa de estudo a nível interno, mas garante que vai passar do Departamento de Educação a nível da Igreja, posteriormente para a Conferencia Anual, órgão deliberativo da Igreja Metodista Unida.

Chichava, adianta apele aos Cargos Pastorais e Distritos Eclesiásticos da proveniência dos candidatos ao curso de teologia, para envidarem esforços no sentido de criarem bases sólidas através de uma Educação Cristã séria para que pelo menos cada candidato venha ao curse com a mínima noção sobre a Igreja Metodista Unida, sabendo orar, recitar a ora• ção do Senhor, o credo apostólico em suma, ser munido de conhecimentos mínimos sobre os princípios básicos da Igreja Metodista Unida, contrariando assim a frequência do que acontece até agora.

Falando do funcionamento do estabelecimento sob sua liderança, o Director Chichava pronunciou-se satisfeito pela harmonia e o bom relacionamento dos professores nativos e missionários, na luta de preparar jovens que na sua maioria são ainda adolescentes que precisam de amparo serio durante a sua formação, para que realmente sejam os futuros obreiros da Igreja Metodista Unida.


Estudantes do ano 2009 juntos com amigos de Alemanha num colóquio